JoomVisionJoomla Template ClubJoomla Extension ClubJoomla Club

Busca

Rádio Pereira

Prevalência do bom senso

       Depois de uma semana marcada por encontros e desencontros, invasões e declarações estapafúrdias,  que deixaram o país em suspense e desencadearam  o começo de perigosa histeria coletiva, eis que a paz promete voltar  e bom sinal é a decisão dos juizes de suspenderem a greve programada para a próxima semana.  O movimento paredista da justiça brasileira seria o  primeiro na história e suas conseqüências, certamente,  seriam desastrosas.

Salve os pilungas de Jaguaribe

       “Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança”. O que escreveu  São Paulo na Epístola  aos Coríntios é cada vez mais atual, mas confesso que até hoje  não consegui eliminar as coisas da criança que fui e que  continua    dentro de mim.

Ao mestre Zé Carlos, com carinho

       Dele, pode-se dizer que é um cidadão brasileiro, por excelência. Digno, conceituado, proficiente nas ações e ofícios, servidor público sem mácula – assim é o engenheiro José Carlos Dias de Freitas, nome reconhecido e respeitado por todos.

Um 4 de abril para (não) recordar

               Já contei esta história, mas não custa repeti-la neste domingo, exatos  56 anos depois de ocorrida. Vamos lá:

 

Ainda sobre o Botafogo: alegrias e tristezas

       Há alguns dias falei sobre o Botafogo, o Futebol Clube, daqui da Paraíba. Citei os nomes de craques do passado que ajudaram a escrever a história do Glorioso tabajara, sem esquecer dos louros obtidos pelo seu homônimo carioca. E, em particular, disse que a dupla de Waldecis merecia capítulo especial.

 

Sete vidas (IV) Namoro em Minas Gerais

  A minha saga no Liceu Paraibano se encerrou de forma solene e inesquecível.

O quintal da casa de Dóle

       Eu era um menino pobre e disso tinha consciência. Nascido de família  quase sem posses, primeiro fui mantido pelo  rendimento que a venda de Seu Benedito dava. Eram muitos filhos para dar conta e o  apurado era pouco,  sem falar no fiado que  nem sempre era honrado pelos devedores. O resultado é que a bodega foi fechada e os cruzeiros da renda do negócio,  foram trocados pelo emprego público que o Dr. Horácio de Almeida deu pro meu pai – que foi ser fiscal de salão da Biblioteca Pública do Estado.

Um abraço molhado

               Naquele tempo, pelo que me recordo, o 12 de junho não era comemorado  como nos dias de hoje -  o dia dos namorados. A data  marcava o início do período junino que se estendia até o dia 29, dia de São Pedro, sendo a véspera de São João, dia 23, o mais festejado.

 

Professor Vareda

     Ele era magrinho, discretíssimo e extremamente inteligente e preparado. Formado em Engenharia das boas em respeitada Universidade da Bahia, o professor Luciano Vareda era um dos melhores dentre os que foram requisitados pelo General José de Oliveira Leite para formar o corpo docente da nossa Escola de Engenharia, uma das primeiras unidades de ensino superior da Paraíba que criada na década de 50, iria no futuro integrar a Universidade Federal.

Primeiro de abril

   As crianças e os jovens de hoje talvez não saibam, mas essa estória de primeiro de abril é muito antiga. Desde menino, eu ouvia as conversas em torno desse dia que já não tem tanta importância no calendário do povão. Naquele tempo, nos últimos dias  de março a gente se  preparava para duas coisas: inventar as mentiras mais mirabolantes e não se deixar cair no golpe do 1º. de abril que, nas mais das vezes,  terminava em boas risadas.

O filósofo do inacabado

       Poucas linhas terão registrado, na imprensa, o falecimento de Órris Soares, de que só vim a saber muitos dias depois. Nos últimos tempos, aparecia raramente, já alquebrado, na Livraria São José, onde tinha cadeira cativa. Foi lá que me acostumei a ouvi-lo comentar com extrema liberdade de espírito os fatos do dia e desenrolar o fio de recordações paraibanas e cariocas. Conversador inexaurível, Órris sabia tudo a respeito do Rio de sua mocidade e dos “notáveis” de então. Mostrava as criaturas pelo avesso, sem ser maledicente ou humorista; apenas dizia o que poucos sabem, e nem sempre é agradável. Mas, ao lado dessa crônica de pessoas e casos, e dominando-a, passava ao exame desanuviado de questões filosóficas e literárias, e ouvi-lo era sempre aprender alguma coisa – pelo menos a lição de um pensamento desprendido de peias convencionais, desligado de interesses que assim ou assado condicionam nossas atitudes.

O circo e a pomada de cacau

    Tinha eu 10, 11 anos, se tanto e muita vontade  de ir ao circo,  de que ouvia falar com inveja nas rodas que se formavam em frente à bodega do meu pai, na esquina da rua da Concórdia com a Vasco da Gama, em Jaguaribe. Ali eu ficava babando quando os meninos mais velhos deitavam falação, narrando as suas aventuras amorosas, muitas das quais certamente só existiam na imaginação deles, mas a minha atenção era bem maior quando eles se referiam aos circos a que já tinham assistido, principalmente quando  descreviam os lances mais ousados dos trapezistas ou dos tratadores de leões que chegavam a botar a cabeça inteirinha na boca do chamado “rei dos animais”.

O dia dos meus anos

        Nasci num  onze de novembro de mil  novecentos e antigamente.  Na casa de  número 508, da rua da Concórdia, hoje Senador João Lyra, em Jaguaribe, pelas mãos competentes de uma parteira, cujo nome desconheço,  Dona Amália me entregou à luz do mundo. Como era dia de São Martinho, de início pensaram em dar-me o nome do santo, mas, também não sei o porquê, resolveram me chamar de Carlos, nome que por sinal, caiu-me bem e do qual até hoje não tenho de que reclamar.

O Botafogo em filme (ficção e realidade)

       Os que acompanham as notícias do Botafogo de Futebol e Regatas através deste bem cuidado blog, haverão de saber que eu - no alto dos meus 70 anos – deixei de assistir aos jogos do meu clube preferido, desde que os jogadores que hoje vestem a camisa alvinegra decidiram que... empatar era o máximo que poderiam conseguir.

O novo livro de Itapuan

Bem que eu poderia resumir esta apresentação ao conteúdo de duas crônicas que escrevi para o jornal, em  datas diferentes,  distantes uma da outra,  as duas  versando sobre dois personagens importantes desta solenidade – Itapuan Bôtto Targino e Serafim Rodriguez Martinez. Aliás, devo dizer aos que acorreram para prestigiar o lançamento de mais um livro de Itapuan, que o destino me pôs no caminho deles ou terão sido eles que cruzaram comigo em tempos idos da minha existência?

Ele não morreu: encantou-se PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

        Foi um político respeitado, ao longo de toda sua vida.  Impôs-se a essa atenção especial, mercê da trajetória marcada pela transparência das suas ações e sobretudo pela coerência de algumas posições que assumiu, -   temerárias e até ousadas -  tomadas num tempo em que poucos tiveram a coragem de enfrentar a prepotência e o arbítrio.

 
Elcir Dias PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Um dia desses, depois de uma noite mal-dormida,  resolvi ligar para  Gonzaga Rodrigues para saber mais alguma coisa sobre Elcir Dias e lhe expliquei o porquê daquele telefonema na hora do café da manhã. E’ que, de madrugada, entre sonhos e realidades, detive-me, por bom tempo, em lembranças de Elcir Dias. Buscava lembrar o nome do seu irmão, que foi meu colega de DER por muito tempo e não conseguia. Cheguei perto, ao recordar do seu pai, o Dr. Antônio Dias, advogado conceituado e experiente na área administrativa o que lhe levou a  Diretor do DSP – se não me engano.

 
Edísio Souto e as tartarugas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Quando das minhas caminhadas vespertinas, eu o encontrava com freqüência. Estava invariavelmente sentado na mureta do calçadão do Cabo Branco, sozinho ou bem acompanhado, atento a tudo que se passava ao seu redor. Nunca o vi a caminhar, correndo nem pensar. Sempre de bem com a vida, depois que perdeu a mulher com quem fora casado durante muitos anos,  encontrou em Maria Augusta um novo amor,  que lhe renovou a  vontade de viver.

 
E lá se foi ele de novo... PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Quando ele chegou por aqui,  foi quase de mentira, afinal de contas o cromo na parede marcava Primeiro de Abril. Entrou pela varanda e apareceu  na pequena sala, após varar silenciosamente a porta de vidro e a cortina aberta de ponta a ponta. Enquanto era dia, reinou no recinto: bateu teimosamente nos porta-retratos dispostos sobre a cômoda e se infiltrou entre os CDs pendurados na parede, como a querer ouvir mais de perto a Orquestra Tabajara de Severino Araújo.

 
No caminho do avô PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Quando estourou a chamada “primeira guerra do Golfo” com o presidente dos Estados Unidos de então, o Bush velho,  mandando invadir o Iraque, em 1991, Juliana tinha dois anos. Não sabia o que era guerra, pensava somente em brincar, comer e dormir. Em dias daquele ano,  o seu avô Weber lhe dedicou uma poesia em que falava de Juliana,  e  de   meninas iraquianas, cujas vidas estavam sendo sacrificadas em mais uma  guerra marcada pela iniqüidade.

 
Dr. Arraes e o sentimento do mundo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Conheci Miguel Arraes pessoalmente quando ele foi governador de Pernambuco pela primeira vez.  No final de 1963 estive  no Palácio do Campo das Princesas, no Recife,  junto com colegas concluintes  de Engenharia da UFPB, para comunicar sua  escolha como  Paraninfo e convidá-lo para participar das solenidades da formatura. Foi o primeiro contacto pessoal, pois de vista e de fotografias eu já o conhecia desde  quando se elegeu  Prefeito do Recife,    que o definiu como nova liderança das esquerdas no nordeste.

 
Drops domingueiros PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Abaixo, passo-lhes alguns fatos que, se não são pérolas nem jóias raras, se tornam interessantes porque recolhidos no dia-a-dia ao longo do tempo.

Antigamente uma das questões mais freqüentes do “adivinhe, se puder” era acertar no  que é desnecessário no cemitério. A resposta, lógica , era:  o muro, porque quem está fora não quer entrar e quem está dentro não pode sair.

 
Dr. Mário de Moura Rezende PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Deparo-me, ao abrir o jornal, com o convite para a missa de sétimo dia de falecimento do Dr. Mário de Moura Rezende. E aí me vêm recordações de um tempo em que ele era o Juiz de Menores de João Pessoa e do quanto ele tentou – algumas vezes com êxito – fazer pelos meninos de rua da cidade.

 
Dr. Emílio: um trezeano noventão PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Deixei passar uma semana do seu aniversário, li quase tudo que se escreveu nos últimos dias sobre ele. Gonzaga, Luiz Crispim e Biu Ramos – entre outros, disseram quase tudo sobre Emílio Farias, de suas qualidades como homem probo,   honesto e sobretudo sobre o desassombrado magistrado que honra a justiça paraibana.

       Insisto no “quase tudo” porque não vi uma linha sequer sobre uma das marcantes características do desembargador, hoje um noventão (resisto ao solene  “nonagenário”) alegre e assumido  - a de desportista convicto e autêntico.

       Ao certo não sei quando ele começou a se interessar pelo futebol e não tive a preocupação de consultá-lo sobre o assunto. Sei bem que ele é mais antigo (não velho!) do que uma de suas paixões, o querido Treze Futebol Clube, o aguerrido “galo da Borborema”, e torce pelo alvinegro do bairro de São José com uma fidelidade de causar inveja ao mais empedernido dos botafoguenses.

       O Doutor Emílio, cujo interesse pelo futebol, o fez um profundo conhecedor da legislação esportiva, a ponto de defender várias vezes, nos tribunais de justiça desportiva – sempre com êxito – as causas da sua agremiação, foi também e ainda o é, um  dos mais ferrenhos admiradores do bom futebol.

       Muitas vezes, no antigo campo do Cabo Branco, no estadinho da Graça, no Almeidão, no Presidente Vargas ou no Amigão, lá esteve, ao lado do mais humilde torcedor, aplaudindo as belas jogadas do seu time de coração. Principalmente nos jogos do Treze contra o Campinense e mais, à antiga, nos chamados prélios disputados com o Botafogo da capital.

       Lembro (ainda menino), e Doutor Emílio deve ter esse jogo na memória, de que, numa bela tarde de domingo, no campinho do Cabo Branco, em Jaguaribe, no final dos anos 40, o Treze levou uma goleada histórica do Botafogo. Foi um 4x0 saudado com palmas, apitos, gritos e urros da torcida do alvinegro de João Pessoa, a contraditar com a tristeza dos torcedores trezeanos, tomando de  cabeça baixa quase a chorar, os ônibus que os levariam de volta à cidade rainha da Borborema.

       Doutor Emílio, com certeza, estava na velha arquibancada de madeira do Cabo Branco e só ele, do alto de sua experiência de vida, e com a lucidez que Deus lhe concede até hoje, poderá dizer do seu sentimento naquela aziaga tarde domingueira. Certamente, a tristeza daquela derrota,  foi compensada, meses depois,  pela alegria de uma retumbante vitória que seria alcançada no campo do Treze, diante do mesmo adversário.

       Naquele tempo, um jogo entre Botafogo x Treze era, por assim dizer, um desfile do que havia de melhor no futebol da Paraíba. E, desculpem a comparação, era como se ali estivessem jogando Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho ou Roberto Carlos. Quem não se lembra de Harry Carey, Félix, Urai, Arrupiado, Zé Pequeno, Mário, Araújo, Ruivo – pelo Treze e Zé Armando, Letárcio, Kleber, Vavá, Berto, Tita, Chaves, Arquimedes, Milton, Dega, Nuca – pelo Botafogo?

       Pois bem, eu que não pude ir à festa dos 90 anos bem vividos do Doutor Emílio Farias, comemorados na semana passada, a par do telefonema que lhe dei no dia do seu aniversário, acrescento a tantas outras,  minha homenagem escrita a esse homem, por todos os títulos,   merecedor   das oportunas loas que, em seu louvor, foram construídas.

       Parabéns Dr. Emílio Farias,  estimado amigo, trezeano noventão. Receba meu  abraço fraterno.  Com as mais sinceras  saudações botafoguenses.

 
Dorgival e um fim-de-semana em Taperoá PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

            Quando ele era Governador, as obrigações do cargo pouco o deixavam ir lá, mas nas duas ou três vezes que foi, me chamou para acompanhá-lo. Não fui porque, mesmo que Dorgival Terceiro Neto, pela sua simplicidade – que às vezes chega a ser brusca – dispensasse quaisquer tratamentos e saudações formais, havia sempre aqueles que, naturalmente, estavam a seu lado, por força da missão a que se destinavam. E, para conhecer o seu “sítio” e o seu povo, preferi aguardar uma oportunidade quando ambos, eu e ele, estivéssemos fora do Governo.

 
Dona Daura, eu e o Liceu PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

               O velho Liceu Paraibano e quatro cenários diferentes.

               Janeiro de 1950: no auditório repleto de jovens ansiosos,  o Chefe de Disciplina Antônio de Barros sobe ao palco e começa a leitura dos candidatos aprovados, por ordem alfabética, no rigoroso exame de seleção à primeira série ginasial. Sorrisos e choros se misturam, uns vão saindo de fininho, outros vão se abraçando, pensando nos próximos dias quando vão finalmente estudar no Liceu, com o privilégio de ter D.Daura como professora de Matemática. Entre eles, lá estava eu, então com 11 anos.

 
Sobre agendas, domingos e feriados Carlos Pereira PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       Noutros tempos em todo começo de ano a coisa se repetia: eram agendas e mais agendas que me mandavam como brinde. Hoje, aposentado (e de férias), não detendo nenhum cargo público, e com um  curriculum vitae que é feito  de “ex”,  o jeito é comprar uma,  pois aquelas que, às vezes  vinham até  acompanhadas  de uma garrafa de  uísque de 12 anos, legítimo escocês,  sumiram. Como  Carmen  não esquece de me presentear com  a agenda bíblica, pelo menos um calendário está garantido: e esse é interessante porque além de me situar bem nos evangelhos e epístolas de cada dia, me dá ensejo de saber quais são os santos de plantão.

 
Domingo de complementos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Pereira   

       O espaço livre de hoje é dedicado a complementos de assuntos objeto de crônicas anteriores. Sobre a antiga Avenida Vera Cruz, hoje rua Aderbal Piragibe, o amigo, colega e sempre leitor atento Paulo Thadeu me manda e-mail esclarecendo que a história daquele arrabalde se completa com a informação de que a fazenda (ou o grande sítio) que ficava no flanco esquerdo da imponente Igreja do Rosário pertenceu aos seus parentes (na época, parentes ricos) os Londres da Nóbrega. A herdeira principal daquela área,  Ruth Londres, ficou viúva ainda na década de 50. No ano de 1971, o governador Ernani Sátiro desapropriou o local para a construção do Centro Administrativo, hoje arcaico e superado. Com o numerário recebido da desapropriação, a viúva adquiriu um apartamento no simplório bairro da Torre, no Recife (ali pertinho da antiga fábrica das camisas Torre), onde veio a residir por motivo do casamento de sua filha única com um pernambucano. Obrigado ao Thadeu pelo oportuno e necessário complemento.

 
Mais Artigos...


Página 1 de 25